O coordenador da Juventude do PSOL Campos o Jovem Luciano Freitas anunciou que está saindo do PSOL. De acordo com o Luciano o PSOL Campos vem tomando rumos que ele não concorda onde não está se respeitando o direito democrático de escolher o primeiro presidente do PSOL Campos, onde um grupo quer de toda maneira impor que a sua chapa seja a chapa vencedora. “se foi decidido escolher o Presidente do PSOL Campos no voto entre duas chapas que a chapa perdedora respeite a chapa vencedora” – disse: o Luciano, que reforçou “não podemos perder tempo com brigas internas”.
O Luciano Freitas que já foi filiado no PHS e saiu depois que o Partido fez coligação com o PSDB de Paulo Jeijó, foi convidado pelo Coronel Almir Porto a se filiar ao PSOL e junto com a Deputada Janira Rocha e o Presidente Estadual do PSOL Jefferson Moura foi intitulado como coordenador da juventude do PSOL Campos onde recebeu apoio de todas as correntes do PSOL Campos, e nas eleições de 2010 foi o coordenador da campanha da deputada estadual Janira Rocha em Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapuana. O Luciano que já teve seu nome ventilado com presidente do PSOL Campos (leia aqui) e Como Pré Candidato a Prefeito pelo PSOL (leia aqui) por ter um bom relacionamento com as duas correntes dentro do partido, disse que teve uma grande decepção com o grupo da Deputada Janira Rocha e com a própria deputada “eu esperava mais da Deputada em relação a Campos” – disse: o Luciano.
O Luciano Freitas adiantou que um grande numero de filiados ao PSOL Campos também estão de malas prontas para sair do PSOL “todas as pessoas que me acompanharam saindo do PHS e indo para o PSOL também vão sair do PSOL” – disse: Luciano.
E quando perguntado: Para qual partido você pretende ir?
Luciano disse: “Venho recebendo vários convites mais quem vai avaliar para qual partido que eu devo ir vai ser as pessoas que sempre estiveram comigo as mesmas pessoas que me apelidaram de LUCIANO FREITAS A FORÇA DA JUVENTUDE!!!”
E quando perguntado: Você será candidato a vereador?
Luciano disse: “Entrei na Política com essa intenção respeitando um pedido de um grupo de pessoas que querem que eu me candidate mais ainda não sei se serei candidato só Deus pode dizer”
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada na noite de ontem (11). Segundo a Polícia Militar, a magistrada estava dentro do carro, na porta de sua casa, quando homens armados passaram e atiraram várias vezes contra ela, em Niterói, no Grande Rio. A magistrada era responsável por julgar crimes de homicídio em São Gonçalo, segundo município mais populoso do estado do Rio, e conhecida por sua atuação contra a violência cometida por policiais militares da região.
A partir da lógica utilizada nas notas explicativas e na planilha de custos apresentadas pelo Ministério da Educação (MEC) para justificar suas opções na elaboração do PNE 2011/2020, o objetivo desta Nota Técnica (NT) é calcular qual deve ser a "meta de aplicação de recursos públicos em políticas educacionais como proporção do produto interno bruto (PIB)" (CF/88, Art. 214, Inciso VI) para o cumprimento de dois princípios da Constituição Federal de 1988 (CF/88): garantir a "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola" e o "padrão de qualidade".
Muito se tem falado e escrito pró e contra a opção do governo Lula/Dilma em reativar o Programa Nuclear, implicando assim na instalação de centrais nucleares no território brasileiro. Os defensores desta tecnologia, identificados com setores da burocracia estatal, militares, membros da academia, grupos empresariais (empreiteiras e construtores de equipamentos), julgam que o Brasil não deve prescindir desta fonte de energia elétrica para atender a demanda futura, alegam ser vantajosa por ser barata e "limpa" por não emitir gases de efeito estufa. Afirmam não ser possível acompanhar o desenvolvimento científico-tecnológico, caso não se construa usinas nucleares. E por outro lado, minimizam o recente desastre ocorrido no complexo de Fukushima Daiichi, garantindo riscos mínimos, e mesmo a ausência deles, nas instalações brasileiras.
Antes de ir ao assunto duas considerações. Primeira. Este artigo apresenta propostas concretas, ágeis e eficazes para a melhoria das Condições de Trabalho e Salário para os (as) que fazem, de fato, a estrutura da Segurança Pública. Segunda. Se os Policiais quiserem – na luta por melhores salários - ocupar o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, o Palácio do Governador ou quaisquer das estruturas políticas contarão com meu apoio e minha presença para o que der e vier. É necessário deixar isto por escrito até para evitar que alguns vagabundos da política - de olho no imenso contingente eleitoral das polícias e suas famílias - saiam por aí a afirmar que eu sou contra a melhoria das condições de vida, salário e trabalho dos policiais militares e civis que vivenciam uma vergonhosa e degradante condição salarial.
No momento em que escrevo, as bolsas de valores pelo mundo afora voltam a apresentar fortes quedas nas cotações dos preços das ações negociadas. A bolsa de Nova York, pelo índice Dow Jones, cai 3,5% e o Ibovespa, da bolsa de S.Paulo, recua mais de 4%, acompanhando as fortes quedas nas bolsas européias – Londres, mais de 4%; Paris, mais de 5%; e Frankfurt, mais de 6%.
A cada ano que passa, com a chegada de uma nova idade, temos a impressão de que não vamos nos surpreender com mais nada. Mas a sociedade capitalista é pródiga em nos oferecer surpresas. Desagradáveis, na maioria das vezes. Plantar árvores, no Brasil, virou crime.
Um governo marcado pela conivência de aumentos salariais escandalosos do executivo e do Congresso Nacional, demissão de ministros e corrupção em ministérios inteiros; como o do Transporte, Turismo, Agricultura e, seguramente, nos demais ministérios da presidenta eleita, caracteriza a marca indelével desse governo nesses primeiros meses de condução da presidenta Dilma Roussef.
Há pouco mais de dois anos a imprensa pernambucana noticiava a demolição do bar Garagem, na descida da ponte da Torre, sentido bairro das Graças. O bar era tão famoso quanto polêmico. Adorado por uns, odiado por outros, o bar era sempre o último a fechar no Recife. Na época em que o bar foi demolido, outros estabelecimentos também o foram no seu entrono. A imprensa da época trazia informações da prefeitura que justificavam a ação: construção da Avenida Beira-Rio e a demolição sem ordem judicial em função dos imóveis estarem em via pública, logo não edificante. Passados dois anos da demolição, o terreno deu passagem a uma espécie de lixão improvisado. Nada de Avenida Beira-Rio. A única novidade é que a maior parte do terreno está cercado, exatamente onde funcionava o bar Garagem. A Justiça entende que o terreno é área privada, devidamente escriturada, e garantiu ao proprietário cercá-lo.
Neste dia 18 de agosto ocorreu mais uma grande marcha em Santiago do Chile, convocada por professores, estudantes secundários e universitários, em defesa da gratuidade na educação pública chilena. Piñera encomendou chuva, e conseguiu neve! Nevou em Santiago durante 30 minutos, no bairro de Las Condes e Vitacura (os bairros mais ricos), enquanto a marcha prosseguia no centro da cidade, debaixo de muita água e de um vento polar. A sensação térmica foi de 3 graus.
Passados seis meses da derrubada das ditaduras Ben Ali e Mubarak na Tunísia e no Egito, que balanço podemos fazer dos episódios considerados por parte da esquerda – aquela já habituada a ver crises revolucionárias onde existem limitadas crises sociais – importantes processos de revoluções democráticas?
Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a mídia.
"A retoma económica mundial, permitida por uma injecção colossal de despesas públicas no circuito económico (desde ao Estados Unidos até à China) é frágil mas real. Um só continente continua travado. Reencontrar o caminho do crescimento não é a sua prioridade política. A Europa comprometeu-se numa via diferente: a da luta contra os deficits públicos." Assim começa o "Manifesto de economistas atrerrados", lançado em 1 de Setembro de 2010 por um seleto grupo de economistas franceses neo-keynesianos. O documento é politicamente significativo, na sua actualidade, e reúne um suficiente número de motivos de interesse para merecer uma leitura atenta.
Na avaliação de Nouriel Roubini, professor de economia na Universidade de Nova York, a não ser que haja outra etapa de massivo incentivo fiscal ou uma reestruturação da dívida universal, o capitalismo continuará a experimentar uma crise, dado o seu defeito sistêmico identificado primeiramente por Karl Marx há mais de um século. Roubini, que há quatro anos previu a crise financeira global diz que uma das críticas ao capitalismo feitas por Marx está se provando verdadeira na atual crise financeira global.
No final do século XX, os líderes mundiais da época aceitaram incluir entre as Metas do Milênio o objetivo de reduzir à metade a fome e a desnutrição no mundo para o ano 2015. Seria talvez um objetivo demasiado ambicioso? Em lugar de atingir-se esta meta, a cifra de desnutridos no planeta ascende hoje a ao redor de um bilhão de seres humanos, e registram-se fomes como a que sofrem atualmente uns 12 milhões de pessoas no Chifre da África.
O Partido Comunista do Paraguai celebrou no final de julho último seu VII Congresso. Prensa Latina conversou a respeito dessa reunião com Najeeb Amado, secretário geral da organização política. A conjuntura atual do país, a avaliação e as relações com o governo do presidente Fernando Lugo, a unidade política e estratégia de luta, estiveram entre os temas analisados na conversa.
Os velhos humanistas espanhóis propagavam em belo enunciado que as leis ao serem aplicadas deveriam ser flexíveis para os fracos, firmes para os fortes e implacáveis para os contumazes. Na realidade, dos nossos tristes e violentos dias, os fracos enfrentam o rigor das leis ou a própria barbárie em que eles estão inseridos enquanto que os poderosos e contumazes sempre conseguem usufruir da flexibilidade da legislação e das benécias do poder para consolidar a vergonhosa impunidade.
A queixa por "denuncismo" da imprensa, como justificativa pela limitada Idely Salvatti para as crises atuais do governo Dilma, é absurda. Mas também é verdade que a fúria investigativa atual da mídia conservadora só encontra paralelo na oficialismo leniente com que tratou o governo FHC. O que denota uma clara ideologização hipócrita do combate à corrupção, tanto dessa mídia quanto da parceria PSDB-PFL e seus subprodutos, como se nada tivessem a ver com fenômenos semelhantes promovidos durante o mandarinato de FHC. Só para citar como exemplo, imaginemos o que teria ocorrido nas manchetes caso a emenda da reeleição,valendo para o próprio mandato, tivesse ocorrido em outro governo que não o de FHC.
A mídia comercial geralmente não tem partido. É neutra, dizem seus donos. Isso é uma meia verdade. Na química, neutro é aquilo que não é ácido nem base e na física diz-se dos corpos que não apresentam eletricidade. Na política, neutro é quem não toma partido entre as forças beligerantes. Então, nesse contexto, a mídia se arroga o direito de dizer que não toma partido, apenas mostrando o que acontece. Bom, pode-se dizer que os veículos de comunicação brasileiros não são ácidos, nem são base; tampouco apresentam eletricidade; mas, que tomam partido diante das forças beligerantes, ah, lá isso tomam. No geral, a mídia está sempre do lado do poder. Não importa se é de direita ou de esquerda. A pessoa sentou na cadeira presidencial e, num repente, todos os meios já se domesticam.
Durante muitos anos, o Chile foi apresentado pelos arautos do neoliberalismo como um país modelo no que tange às políticas educacionais. Ainda hoje, mesmo com a enorme crise em que se encontra a educação chilena, há "especialistas" na América Latina que reivindicam os sucessos do sistema de ensino municipalizado, privatizado, competitivo e "eficiente" construído a partir da ditadura do general Augusto Pinochet, que governou o país a ferro e fogo de 1973 a 1990.
O movimento estudantil chileno fixou hoje (12/08) o cronograma de mobilizações por uma educação pública e de qualidade, e anunciou para a quinta-feira próxima uma greve nacional. A presidenta da Federação de Estudantes do Chile (FECH), Camila Vallejo, detalhou que neste fim de semana os jovens, junto com seus familiares, se reunirão para continuar exigindo uma reestruturação profunda do sistema educacional do país. Para a próxima terça-feira, acrescentou, realizarão uma jornada de mobilização, e nos dias 24 e 25 marcharão até o Parlamento junto com Central Unitária de Trabalhadores.
Os japoneses recordaram nesta terça-feira 66 anos da explosão atômica que devastou a cidade de Nagasaki, três dias após a destruição de Hiroshima também por uma bomba desse tipo. A ordem emitida pelo presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, foi executada apesar do Japão já não responder militarmente e estar sofrendo o bombardeio chamado convencional e sistemático sobre outras 67 cidades.
O escritor Hanif Kureishi, conhecedor do mal-estar das periferias, afirma: "Este é só o começo. Agora, a revolta irá contagiar toda a Europa". "Esses tumultos nada mais são do que o início de uma temporada de revoltas que irá durar anos e irá contagiar o resto da Europa": palavras de Hanif Kureishi. E é preciso ouvi-lo, porque ele, nascido de pai paquistanês e de mãe inglesa, escritor e dramaturgo britânico entre os mais lidos na Itália, conhece bem o mal-estar que se esconde por trás das violências que explodiram em vários bairros desfavorecidos de Londres.
Uma centena de ciganos foram expulsos hoje de um gramado próximo à Porta de Aix, na cidade de Marsella (sul) por um decreto do prefeito validado pelo tribunal administrativo. No outro extremo do país, em uma localidade da periferia de Lille (norte), o prefeito conservador de Madeleine, Sébastien Leprêtre, dispôs duas ordens: proibição da mendicância e de revirar as latas de lixo. Ambos os preceitos foram traduzidos ao romano e ao búlgaro, uma clara evidência da população à qual vão dirigidos, segundo as associações em defesa dos romanos, salvo que a maioria deles não sabe ler.
No dia 09/06/2011, por volta do meio dia, foi assassinado no Acampamento Esperança, município de Pacajá, Pará, o trabalhador rural OBEDE LOYLA SOUZA, 31 anos, casado, pai de três filhos, todos menores. Ao que tudo indica, Obede foi executado com um tiro de espingarda dentro do ouvido, a 500 metros de sua casa. Seu corpo foi encontrado somente no sábado, dia 11, por volta das 14h, e levado para a cidade de Tucuruí, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência Policial.
"Urbanoides!" Assim são classificados pelos ruralistas os parlamentares que se opõem à flexibilização do Código Florestal. O adjetivo redutor revela visão estreita e compartimentada, de um Brasil urbano que não teria conexões com o Brasil rural. Os 2/3 da população brasileira que vivem nas regiões metropolitanas sofrem também as consequências de uma ocupação do solo que agrava tragédias, como na Região Serrana do Rio.
O que Palocci e José Dirceu têm em comum? Se você respondeu que ambos foram Ministros da Casa Civil, que ambos são do PT, que ambos estiveram envolvidos em escândalos financeiros ou que ambos foram forçados a renunciar aos seus ministérios para escapar da execração pública, você acertou apenas parcialmente. A outra coisa que têm em comum é o fato de que ambos são "consultores" (leia-se traficantes de influência) milionários, cujos clientes são escolhidos a dedo dentre as empreiteiras contratadas pelo governo petista.
Devemos evitar que o sistema de tripartição de Poderes se submeta ao constrangimento de decidir sobre fatos já consumados pelo Executivo. Nossa Constituição é sem dúvida o texto mais avançado de nossa história: ela restaurou os direitos civis, o equilíbrio e a independência entre os Poderes, ampliando os espaços institucionais de participação popular e introduziu no Brasil as bases para a construção de um Estado de bem-estar. Entretanto, também instituiu, em seu artigo 62, a figura das medidas provisórias, inspirada nos "decreti-legge" da Constituição italiana de 1947, em que se estabelecia a sua adoção em casos extraordinários de necessidade e urgência. Destaque-se que, na Itália, o sistema de governo é o parlamentar, que prevê que a não aprovação das medidas provisórias poderia acarretar a responsabilização política do governo. No Brasil, vemos instaurada uma verdadeira "ditadura do Executivo".
Os episódios ocorridos no Rio de Janeiro são uma virada de página para além da conjuntura, sem nenhuma dúvida a luta dos soldados, praças e oficiais do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio De Janeiro entraram para a história brasileira. O mais antigo corpo de bombeiros do país, fundado pelo Imperador D.Pedro II em 1856, e que tem o pior salário do Brasil incendiou os corações e mentes da população Carioca e Fluminense. O que começou como uma luta por salário e condições de trabalho evoluiu rapidamente para um enfrentamento direto com o governo Sérgio Cabral, que mostrou pela primeira vez sua verdadeira face à população.
No dia 14 de abril de 2011, os Bombeiros Militares do estado do Rio de Janeiro encaminharam um documento ao secretário de estado de Saúde e Defesa Civil com uma série de reivindicações, como aumento no piso salarial e melhores condições de trabalho. Um soldado combatente do corpo de bombeiros do estado do Rio, que trabalha em incêndios e resgates (como o de abril de 2010, em Niterói ou de janeiro de 2011, na Região Serrana) ganha menos de R$ 1.000 (mil reais) sem direito a vale transporte ou hora extra. Os bombeiros guarda-vidas, que trabalham diariamente nas praias de todo litoral do estado do Rio, reivindicavam condições de trabalho, como postos de salvamento (para não ficarem tão expostos ao Sol e pudessem ir ao banheiro), protetor solar e equipamentos de trabalho. Este documento foi ignorado pela Sesdec e marcou o início de um movimento que, no último domingo 12/6, levou mais de 100 mil pessoas à praia de Copacabana.
Em razão da marca negativa deixada pela inflação galopante dos anos 1980 até início dos anos 1990, não foi difícil convencer a população, parlamentares e poderes constituídos de que o país necessitava de um "Regime de Metas de Inflação". Na realidade, tal regime foi imposto pelo FMI, em ambiente econômico afetado por crises financeiras que abalaram diversas economias no final da década de 1990.
A proeza de Marx, contemporâneo da primeira grande expansão bancária dos anos vitorianos e do Segundo Império, é ter atravessado as aparências, a superfície confusa das coisas, para procurar no coração do sistema as razões da ausência de razões, a lógica do ilógico. Quando, no início dos anos 50, ele se dedica ao grande estaleiro da crítica da economia política, falta-lhe, no entanto, recuo histórico para apreender plenamente os ritmos da economia e desmontar os seus mecanismos. O próprio Ricardo, escrevendo sobre as crises de 1815, "não sabia, no fundo, nada sobre as crises". Os seus sucessores já não tinham as mesmas desculpas: "Os fenómenos posteriores, em particular a periodicidade quase regular das crises do mercado mundial, já não lhes permitem negar os factos ou interpretá-los como acidentais".
